2º piso. Rua 2. Plenária 5.
Não era para ser, mas esse texto tornou-se o prólogo.
Eis-me aqui. Prostrada na frente da juíza, aguardando o início do julgamento do réu Josef K. que responde ao processo em reclusão. Uma senhora muito divertida coordena a burocracia da bancada, nada homogênea, de jurados. Então ela nos diz: gente, é em off, o réu acabou de se manifestar lá atrás e disse na cara da defensora pública que não a quer no seu caso e que tá pagano um advogado.
Com uma hora de atraso, fomos todos dispensados.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
corpo que cai
insiste em cair
em sentir um vazio que preenche o vácuo de um nada completo
completa fico
uma (re)ação quando as pernas compassam o tablado do palco
o som dos corpos arrastando
compensando com vazio o excesso dos livros
de kafkas
de ches
de gárgulas
o baque duro da madeira em contato com pele enrolada num fiapo de tecido
que baila
e NÃO!
Não dança.
Move-se.
E move-se em direção à eterna dúvida da existência
do humano que não cala
do humano (in)dependente
da vida sem caos
do invólucro que envolve o frágil pensamento remanescente que insistira em pensar...
antes
não consigo conceber.
Movo-me. Movo-me. Movo-me.
E mais nada me consome
tudo me envolve.
em sentir um vazio que preenche o vácuo de um nada completo
completa fico
uma (re)ação quando as pernas compassam o tablado do palco
o som dos corpos arrastando
compensando com vazio o excesso dos livros
de kafkas
de ches
de gárgulas
o baque duro da madeira em contato com pele enrolada num fiapo de tecido
que baila
e NÃO!
Não dança.
Move-se.
E move-se em direção à eterna dúvida da existência
do humano que não cala
do humano (in)dependente
da vida sem caos
do invólucro que envolve o frágil pensamento remanescente que insistira em pensar...
antes
não consigo conceber.
Movo-me. Movo-me. Movo-me.
E mais nada me consome
tudo me envolve.
***
texto roubado de mim mesma
texto roubado de mim mesma
depois de assistir à Versos Íntimos e Ponto Final da Última Cena - Cia Borelli de Dança
Sandro Borelli
Dança Contemporânea
11.08.2010
marionete
Aluguei Dolls, do Takeshi Kitano.
Eu sou péssima com toda essa coisa japonesa e precisava conhecer algo que prestasse. Comecei com Dolls.
Além de toda a crítica que você já leu em vários sites que se prezem, o que mais chamou a minha atenção foi a simplicidade. Explico.
Sabe quando você assiste Amelie Poulain e fica fascinado com as cores, o tratamento da película e a sutileza do filme europeu? Pois bem, em Dolls essa delicadeza de cores não vem como um diferencial, é como se todo o cenário e cores e formas e figurinos fizessem parte do cotidiano dos orientais.
Li em algum lugar que no exército japonês, além do treinamento canino, os homens aprendem (e são obrigados) a fazer flores de papel, origamis. Essa diferença de modo de vida, de ponto de vista, o uso do espaço vazio, das cenas em silêncio tornam a dor tão mais sentida. O prazer mais significativo.
Não há o visceral,
tão ocidental.
Há vazio
um vazio repleto de algo que não consigo compreender.
Por isso, curvo-me.
Eu sou péssima com toda essa coisa japonesa e precisava conhecer algo que prestasse. Comecei com Dolls.
Além de toda a crítica que você já leu em vários sites que se prezem, o que mais chamou a minha atenção foi a simplicidade. Explico.
Sabe quando você assiste Amelie Poulain e fica fascinado com as cores, o tratamento da película e a sutileza do filme europeu? Pois bem, em Dolls essa delicadeza de cores não vem como um diferencial, é como se todo o cenário e cores e formas e figurinos fizessem parte do cotidiano dos orientais.
Li em algum lugar que no exército japonês, além do treinamento canino, os homens aprendem (e são obrigados) a fazer flores de papel, origamis. Essa diferença de modo de vida, de ponto de vista, o uso do espaço vazio, das cenas em silêncio tornam a dor tão mais sentida. O prazer mais significativo.
Não há o visceral,
tão ocidental.
Há vazio
um vazio repleto de algo que não consigo compreender.
Por isso, curvo-me.
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