quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

corpo que cai

insiste em cair
em sentir um vazio que preenche o vácuo de um nada completo

completa fico

uma (re)ação quando as pernas compassam o tablado do palco
o som dos corpos arrastando
compensando com vazio o excesso dos livros
de kafkas
de ches
de gárgulas

o baque duro da madeira em contato com pele enrolada num fiapo de tecido
que baila
e NÃO!
Não dança.
Move-se.
E move-se em direção à eterna dúvida da existência
do humano que não cala
do humano (in)dependente
da vida sem caos
do invólucro que envolve o frágil pensamento remanescente que insistira em pensar...

antes

não consigo conceber.
Movo-me. Movo-me. Movo-me.
E mais nada me consome
tudo me envolve.


***
texto roubado de mim mesma
depois de assistir à Versos Íntimos e Ponto Final da Última Cena - Cia Borelli de Dança
Sandro Borelli
Dança Contemporânea
11.08.2010

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