quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

marionete

Aluguei Dolls, do Takeshi Kitano.

Eu sou péssima com toda essa coisa japonesa e precisava conhecer algo que prestasse. Comecei com Dolls.
Além de toda a crítica que você já leu em vários sites que se prezem, o que mais chamou a minha atenção foi a simplicidade. Explico.
Sabe quando você assiste Amelie Poulain e fica fascinado com as cores, o tratamento da película e a sutileza do filme europeu? Pois bem, em Dolls essa delicadeza de cores não vem como um diferencial, é como se todo o cenário e cores e formas e figurinos fizessem parte do cotidiano dos orientais.

Li em algum lugar que no exército japonês, além do treinamento canino, os homens aprendem (e são obrigados) a fazer flores de papel, origamis. Essa diferença de modo de vida, de ponto de vista, o uso do espaço vazio, das cenas em silêncio tornam a dor tão mais sentida. O prazer mais significativo.
Não há o visceral,
tão ocidental. 

Há vazio
um vazio repleto de algo que não consigo compreender.
Por isso, curvo-me.

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