e começa assim (sempre)
na percussão, irrequieta, a ansiedade segue lá
cadenciada e gingada
desesperando que um dia deixará de ser tão pá (pá)
num violão a corda enforca cada nota
num suspiro final que engasga como tal
o sujeitinho que canta desafinado
sem graça e parado
e nunca consegue expressar este sufoco que
não cessa
não espera
e continua
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
o espumante
Tem gosto das bailarinas gargalhando no meio da noite
que param no meio da história
pra comentar as moças na TV
de lingerie, mas a dança
cadê?
e nessa escada-história
que sobe sem rumo
à glória
as meninas vão ficando estasiadas
em meio às borbulhas do espumante
dos contos de amores que nunca chegam
ao fim
enfim
com final feliz
The night they invented champagne
It's plain as it can be
They thought of you and me
e elas continuam palavreando
sob as luzes titubeantes dos próprios pensamentos
porque as meninas, absolutamente, sabiam
the night they invented champagne
they absolutely knew
that all we'd want to do
Is fly to the sky on champagne
and shout to everyone in sight
that since the world began
no woman or a man
has ever been as happy as we are too-o-onight!
e as palavras flutuam pelo quarto
como estrelas cadentes aguardando um pedido
cheias de promessa e brilho
e, de repente, perdem o sentido:
acabara-se a última garrafa
que param no meio da história
pra comentar as moças na TV
de lingerie, mas a dança
cadê?
e nessa escada-história
que sobe sem rumo
à glória
as meninas vão ficando estasiadas
em meio às borbulhas do espumante
dos contos de amores que nunca chegam
ao fim
enfim
com final feliz
The night they invented champagne
It's plain as it can be
They thought of you and me
e elas continuam palavreando
sob as luzes titubeantes dos próprios pensamentos
porque as meninas, absolutamente, sabiam
the night they invented champagne
they absolutely knew
that all we'd want to do
Is fly to the sky on champagne
and shout to everyone in sight
that since the world began
no woman or a man
has ever been as happy as we are too-o-onight!
e as palavras flutuam pelo quarto
como estrelas cadentes aguardando um pedido
cheias de promessa e brilho
e, de repente, perdem o sentido:
acabara-se a última garrafa
terça-feira, 1 de março de 2011
a aula
não é certo se sabe se finge.
é um redemoinho muito maior que uma constante, mal acabada.
uma onda centrífuga que, vertiginosamente, envolve os membros
o tronco
a cabeça
e perambula por todo o resto da sala como uma corda que puxa
de súbito
a espinha dorsal
fazendo sentir cada osso do corpo numa dor que não é dor
é prazer
um clec clep de ossos que torce o corpo pairando no ar
sente-se todo o peso
e, por isso, está vazio
como quando uma dor é tão lancinante que perde o sentido
e nada mais é sentido
respira
res-pira
res-pi-ra
aaah.
é um redemoinho muito maior que uma constante, mal acabada.
uma onda centrífuga que, vertiginosamente, envolve os membros
o tronco
a cabeça
e perambula por todo o resto da sala como uma corda que puxa
de súbito
a espinha dorsal
fazendo sentir cada osso do corpo numa dor que não é dor
é prazer
um clec clep de ossos que torce o corpo pairando no ar
sente-se todo o peso
e, por isso, está vazio
como quando uma dor é tão lancinante que perde o sentido
e nada mais é sentido
respira
res-pira
res-pi-ra
aaah.
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